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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Suicidal Angels

 Há pouco mais de um ano, me falaram de Suicidal Angels. Comentaram que era uma banda nova de Thrash Metal, formada no início de 2000, sendo que o primeiro álbum foi lançado apenas em 2006.
 Conversando sobre Suicidal Angels aqui, escutando comentários ali, percebendo a influência escancarada de Slayer nas músicas, mas apresentando originalidade. Conclui que essa banda pode ser chamada de New Old School. No qual podemos defini-los como uma banda nova, só que velha. Soa estranho essa definição: "Nova, só que velha". Mas esse "novo", seria pela idade da formação da banda, que está bem longe de ter a idade das bandas clássicas de Thrash Metal. O "velho" fica por conta do Thrash executado, digno dos anos 80. Assim é Suicidal Angel.
   Quando soube que estariam aqui,  já pensei: "vamos lá conferir", se são tão bons ao vivo quanto em estúdio!? Ver para crer. Sendo meu primeiro show de 2013
   Começa o "Furia Metal Festival". Das três bandas brasileiras que se apresentaram nesta noite,  recomendo Bywar e Leviathan. Ambas colocaram o Hangar pra aquecer. Bywar tem um baixista que deixaria os caras do Amon Amarth com vergonha no quesito "bate cabeça", o menino não parava um minuto sequer. Leviathan apresentou para os desconhecidos como foi o Thrash Metal dos anos 80 no Brasil.
   E pontualmente, por incrível que pareça o Hangar 110 foi pontual, entrou Suicidal Angel. Não vou me preocupar em colocar o setlist de nenhum show. Deixa para os comentarista mais técnicos se preocuparem com a ordem das músicas, me policiarei apenas em descrever o que vi e senti.
   Suicidal Angels começou apresentando a música título do álbum mais recente.  Minha dúvida estava relacionada a postura do público. Como eles corresponderiam? E minha dúvida foi tirada já na segunda música, quando vi os refrões sendo cantados, as rodas se abrindo, e assim foi durante todo o show. O vocalista não é de falar com o pessoal, mas isso não significa antipatia. Muito pelo contrário, quando no decorrer do show, o pessoal começou a subir no palco e se jogar no mosh, percebi que a banda inteira é paciente e tranquila. Eles eram constantemente atrapalhados, pelo pessoal que insistia em subir e pular, foi o show inteiro assim, o pessoal da banda chegava a gesticular para o público se montar pra receber o cara que ia se jogar. E riam da situação dizendo que os caras que subiam eram loucos. Um rapaz chegou até ganhar uma palheta do Nick por ter dado um mosh acompanhado de uma cambalhota. Até uma garota ousou no mosh. Algumas pessoas se incomodaram com o pessoal se jogando, mas era notável que os caras estavam ali para se divertir, diferente das meninas que invadiam o show do Circle II Circle, que estavam atrapalhando, querendo mais era aparecer.
 Momento tiete. Não gosto de tirar fotos, de sair em fotos. Mas nesse dia fugi da minha personalidade. Tirei foto com a banda, morrendo de vergonha, a ponto de eles perceberem, mas tirei. 
    Certamente Suicidal Angels fará parte do meu ciclo metal vicioso.

Link: Bloodbath and Bleeding Holocaust

Postagem ao som de: Reborn In Violence - Suicidal Angels.

Anthrax

Melhor show do ano de 2012, essa foi minha concepção final, de tudo que vi. 
Anthrax é Thrash Metal em "Level" máximo. E ainda ver com Joey Belladonna foi perfeito.
O show teve abertura do Torture Squad.  Sendo o primeiro show que a banda realizou após a saída de Vitor Rodrigues, senti uma certa diferença negativa, mas é só esperar para ver o que acontece, e acredito que eles irão se moldar como um trio rapidamente, sem problema nenhum.
 A noite continuou, e a banda Misfits entrou, em um show empolgante, com uma postura bem Rock N Roll. Particularmente não me atrai em nada, mas também não me incomoda. Ao término do show Jerry Only desceu até a grade, para o delírio dos fãs, ele praticamente "batizava" o público, passando o dedo nos olhos, que continham maquiagem negra, e passava nas testas mas moças mais eufóricas.  E como tinha moças eufóricas, inclusive ao meu lado, presenciei um pouco dessa histeria feminina, quando uma delas ousou a pedir um beijo de Jerry, e ele claramente beijou-a na boca mesmo. Ela deve tá contando isso até hoje.
 Acabou a histeria Misfits, e olha que essa histeria foi longa, passou um pouco do tempo entre a troca de banda. O público não largava Jerry por nada, e devido a isso, houve um pequeno atraso, desconsideravel, para a entrada de Anthrax.
 Anthrax foi sensacional e já começou o show com musicas do álbum novo. Não me lembro qual, porque estava anestesiada em ver Belladonna correndo pra lá e pra cá, feito um menino. Sendo abastecido por Redbull. A partir da segunda música, ele abria uma latinha, dava um gole e jogava-a para o pessoal. A primeira que ele jogou? Foi minha. E assim ele foi saciando a sede de outros fãs que estavam na grade.
  Quando Anthrax tocou os clássicos, foi magnífico, o público correspondeu a altura, empolgando ainda mais a banda, que jogava palhetas aos montes. Um garoto no canto esquerdo do palco, chegou a ganhar duas, uma da própria mão do Belladonna que se esticou todo para entregar nas mãos do menino. Outra ele ganhou do Frank Bello.
  O show foi uniforme do começo ao fim, acelerado sempre. Belladonna um menino ainda, pra lá e pra cá. Puxando o coro da platéia diversas vezes. Só faltou aparecer de cocar para cantar Indians.
   Se você não estava no HSBC nesse dia, pode ter certeza que perdeu um dos melhores shows do ano. E espero que Scott Ian cumpra o que disse durante o show. Que eles voltarão, mais rápido do que a gente possa presumir. E nesse anos de 2013 rola buxixos que que em maio haverá Testament e Anthrax. Torcendo muito para que não passe de boatos.

Link: Caught In a Mosh.
https://www.youtube.com/watch?v=7tcie-XaX38

Postagem ao som de: Coma of Souls - Kreator

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Annihilator

 Mais uma banda que não esperava ver no Brasil. O motivo? A própria história da banda. 
 Gosto de Annihilator há um bom tempo, li muitas entrevista do Jeff Waters nas revistas especializadas, entre os anos 90 e 2000, e essa leituras me levaram a crer que Annihilator, não vira ao Brasil tão cedo, devido a falta de instabilidade de integrantes. E Jeff foi muito questionado sobre isso, em alguns momentos chegou a ser rotulado de líder enjoado, exigente, e com ego elevado. Sendo assim, não esperava Annihilator, e já fazia alguns anos que não lia nada mais a respeito. Eis que no ano passado, presenciei um show incrível, e contestei as rotulações de que Jeff seria exigente e antipático. Muito pelo contrário, não tenho nem palavras para dizer o quanto esse cara foi simpático e sorridente. Ele pode até ser autoritário, não sei, mas com o público ele foi muito gentil. 
 Foi um dos melhores show que fui em 2012, sabe aquele show de quando você menos espera já estava no bis? Foi esse. E para ser em um terça feira o pessoal marcou presença, tudo bem que fã pelo que percebi o que atraiu mesmo foi OTEP, bom, eu não conhecia OTEP, me impressionei mesmo com a apresentação dela, postura de palco única e original, um dos guturais mais poderosos que uma mulher pode fazer, mas o estilo musical no geral não faz o meu gosto. Mas não me incomoda em nada.
 Já no palco Annihilator foi impecável do começo ao fim, Jeff Waters toca guitarra como se tivesse brincando com alguma coisa, dá pra passar o show inteiro olhando para ele, só para acompanhar os movimentos, trejeitos, caras e bocas deixando de lado até os demais integrantes da banda. Ele é genial. 
 Muita gente se perguntou porque Annihilator não estourou como uma banda de Thrash Metal. Concluo que a instabilidade da banda foi o que mais prejudicou. Muitas vezes Annihilator era a banda de um homem só!

Link: Ambush

Postagem ao som de: Three Demons - Funeratus

domingo, 20 de janeiro de 2013

Obituary - Acheron

 Considero Obituary uma grande influência no cenário Death Metal, juntamente com Morbid Angel, Cannibal Corpse, Malevolent Creation, Vital Remanis (são essas que vem a minha cabeça quando penso em Death Metal). 
 Houve duas bandas de abertura, Cruscifire e Headhunted DC. 
 Cruscifire, setlist curto, pessoal se acomodando e embora empolgados não deu tempo de esquentar. 
 Headhunter DC. Banda da década de 80, experiente, formada na Bahia, conseguiu esquentar o público de uma forma rápida e eficiente. Merecem muito respeito, embora o pessoal do som tenha pisado na bola com eles, o vocalista não deixou quieto é já deu um sonoro e claro recado para melhorem, e sua solicitação foi atendida.
 Na espera para Acheron, a energia acabou! Ficamos aguardando, até que o calor aumentou. Sendo assim fomos orientados a se retirar do Hangar e esperar ao lado de fora. E lá ficamos  esperando há exatamente uma hora. Fomos chamados para entrar, na entrada percebemos que não solicitavam nada à nós, e curiosamente a casa ficou incrivelmente mais cheia do que estava de início. Acho que você entendeu o que aconteceu! Comentei na hora: Poxa se amigo "fulando" tivesse aqui entraria sem ingresso. Mas ninguém se incomodou, o que todos queriam era que os shows retornassem.
  Acheron, minha gente, eu confesso que não conhecia. Mas preferi Headhunter DC. É apenas o que me lembro de ter comentado neste dia. 
  Enfim começa Obituary. E foi um show de encher os olhos, o Hangar quase desabou, muitas rodas mosh abrindo à todo lugar. Mas antes de acabar o show, o pessoal começou a dispersar, devido ao horário da condução. Uma coisa é certa para mim, depois de ver tantos show no Hangar 110, por mais que seja um lugar bem próximo a estação de Metrô Armênia, é um local muito arriscado para se pensar em ir de metrô, você corre o risco de ter que ir embora antes do show terminar, embora que desta vez o problema não tenha sido pelo Hangar 110, e sim com a empresa de energia local. 

Link: Redneck Stomp, On The Floor, Internal Bleeding
http://www.youtube.com/watch?v=HiaCLM0yYg0

Postagem ao som de: Soco na cara - Matanza 

Sodom

 Calor infernal, dessa vez a organização do Carioca Club colocou ventiladores com esguicho de água virado à platéia para amenizar o calor. Sendo que na verdade o local precisa mesmo é de um ar-condicionado. E se por acaso já tenha, atá agora não percebi. 
 Com duas bandas de abertura, Machinage, com um show bem curto e Red Front, uma banda cheia de energia, sem falar na interação, cheios de piadinhas e comentários hilários, um pouco machistas, mas a maioria eram homens, então tivemos que tolerar certos comentários sobre buce...A banda trouxe um convidado especial, Justin Bieber. Um boneco estilo "Judas", daqueles que antigamente o pessoal montava para malhar na semana de Páscoa. Pois é, Red Front montou um desses bonecos, colocou uma foto impressa do rosto do Justin e pronto, jogou na platéia, que estraçalhou-o, em 5 minutos o boneco estava destruído, restando-lhe apenas um pedaço do braço, que alguém jogou pra cima e caiu entre os ferros da iluminação. Na ultima música eles organizaram o wall of death, muito bem realizado pela platéia.E assim foi o show do Red Front, em um estilo onde a maioria de homens se fazem de mau encarados e sérios, o pessoal do Red Front está longe disso, muito irreverentes e certamente quando nasceu, o vocalista não passou na fila da timidez e vergonha.
Enfim, Sodom. Desde o inicio o público se envolveu e cantou, cantou a plenos pulmões, e assim foi durante todo o show. As rodas se abriram com grande frequência, e a satisfação e desgaste do público foi tão grande, que durante a saída o pessoal ia mesmo se arrastando, e a Cardeal Arcoverde e os bares locais ficaram tomados de Headbanger por quase a noite inteira. Muitos esperavam a saída do Sodom e outros bebiam nos bares e restaurantes.

Link: Agent Orange
http://www.youtube.com/watch?v=h9105ePDrcs

Postagem ao som de: Tailgunner - Iron Maiden


sábado, 19 de janeiro de 2013

Amon Amarth


Para quem foi ao primeiro show, notou que esse show estava mais cheio. O que mostra que Amon Amarth consagrou-se no Brasil. E podemos esperar que aqui será parada obrigatória para os sueco.
Nesse segundo show, os Vikings invadiram São Paulo, literalmente. A parte de merchandise da banda tinha mais itens além da camiseta. Como o Mjölnir em pingentes, hidromel e demais acessórios Vikings. 
Lembro-me que ao conversar com alguns amigos, eles estavam a comentar que deveriam pagar meia quem viesse trajado de Viking. E um amigo meu do RJ, avisou que se isso acontecesse ele apareceria até a cavalo.
Carioca Club estava lotada, e com isso o calor só aumentou. Mas aumentou tanto que a pista foi apelidada de "Sauna Viking". Enquanto um grupo gastava na barraca de produtos da banda, outro grupo acompanhava as lutas vikings no palco. E o melhor disso é que o pessoal vibrava e torcia como se fosse um round de UFC. Já que um dos bárbaros conseguiu a simpatia da platéia. Ou seja diversão total.
Amon Amarth entrou com toda banda esbanjando simpatia. E o público muito mais eufórico do que o primeiro show, praticamente cantavam todos os refrões, sem falar nos clássicos. Tinha hora que escutava mais o povo a cantar do que o Johan. O show foi impecável.
Na última música Guardians Of Asgaard, no pit ficaram duas moças trajadas de guerreiras Vikings, uma em cada ponta do palco, na parte inferior, fazendo a ilusão que elas eram as Guardians Of Asgaard

Link: Guardians Of Asgaard
https://www.youtube.com/watch?v=4pcoqaKlYYY

Postagem ao som de: Random Acts Of Senseless Violence - Anthrax.


Six Feet Under

Esse foi um show muito esperado pela minha pessoa. De contar os dias. O motivo a seguir:

Conheci SFU quando vi notícias do lançamento do Bringer of Blood, e assisti o clip Amerika The Brutal em 2003. Desde então passei a escutar sempre, e fui comprando TUDO!

Quando foi divulgado esse show em São Paulo, pensei que seria um dos poucos shows que me faria esperar para tirar foto com a banda. E planejei levar tudo para autografar, e eles iriam ter que autografar, porque é TUDO mesmo. Acabou que resolvi levar apenas meu bobble head do Chris Barnes. Foi euforia total. Mas só dentro da minha cabeça.

O show era para ter sido em novembro/2011, foi adiado para abril/2012 e por fim CANCELADO. Pois é cancelado. Fiquei com óoooooodiooooo....tenho óoooooooooodio até hoje...bandas muito mais novas já vieram ao Brasil e o SFU não apareceu???? MOTHERFUCKER EVERYBODY. Raiva infernal de todo mundo, da produção, de um pais da America do Sul (Chile, Bolivia, Colômbia ou Argentina, não me lembro) que cancelou e causou  o cancelamento daqui também, raiva do Chris Barnes que parece que é medroso. E tem medo de vir para o Brasil ou America do Sul. Aposto que se pagasse com maconha ele viria. 

Postagem ao som de: Impossibile to cure - Kreator